Sete dias, sete hamburguers - Dia 5 - Delirium Café

Quando comecei esse singelo desafio de comer sete hamburgers em sete lugares diferentes durante sete dias consecutivos eu também estava pensando nas cervejas que iria provar já que nenhuma outra bebida harmoniza tão bem com o sanduíche do que ela. Curiosamente até agora, o nível dos dois tem sido equivalente. Onde tinha um hamburguer mais ou menos, a cerveja não era lá essas coisas. Quando o sanduíche melhorava um pouco, ela acompanhava. Então ir no templo carioca da cerveja - são mais de 2.000 rótulos -  para comer hamburguer foi arriscado, pois a probabilidade da bebida superar a comida não era pequena.
De fora o Delirium Café não impressiona, mas já na porta você entende que os caras ali não estão para brincadeira, pelo menos no quesito cerveja. O bar à esquerda deve ter umas dez torres de chopes diferentes. Mais no fundo estão as mesas e uma parede de cheia de garrafas de cerveja. Aliás tem garrafa de cerveja até no teto. No segundo andar onde sentamos as paredes são cobertas de bolachas de chope. Ali corre o risco de não passar no teste do bafômetro só por respirar.
Fui lá comer hambuguer, mas confesso que lendo o menu, dei uma reteada. Como aconteceu na véspera no Boteco D.O.C., dá vontade de provar um monte de coisas. Tem desde moule et frites até bolinho de feijoada do Aconchego passando por linguiçinhas, pastéis e croquetes. Tudo comida feita para beber cerveja.
De hamburguers há três opções, esses dois da foto são o Delirium no fundo, feito com pão de malte, cheddar, alface e cebolas ao vinho, e o Classic que eu comi na frente. No meio tem uma ótima Noi Avena, feita em Niterói.
No Classic, a carne, alface, queijo, picles e ketchup da casa formam um conjunto tão bom que compensam amplamente o inexplicável pão Plus Vita usado. O sanduíche tem o nível das cervejas da casa. Coisa séria.
Não canso de insistir que pra mim, menos é mais e bom senso é o mínimo. Por isso gosto tanto quando um hamburguer que não tem assinatura, não se considera obra de arte nem é feito por um 'chef", é tão bom, principalmente feito numa casa que não tem pretensão de revolucionar nada nem seguir modinha, apenas fazer simples e bem feito.
O Classic do Delirium é ótimo. Começando pelas 150g de carne bem temperada e cozida - pelo jeito não estou tão defasado assim em relação à importância da carne nesse sanduíche - o queijo no ponto, alface crocante e o ketchup picante dando aquele punch na boca. Quem comeu o Delirium Burger também adorou. as batatinhas deles eram melhores do que as minhas que não estavam de jeito nenhum ruins. Dos hamburguers que eu comi sentado essa semana, este foi de longe o melhor. Ele custa R$ 34,00 e vale cada centavo. Há excelentes cervejas a partir de R$ de 19,00 para para acompanhar. Além da Noi Avena, tomamos o chope da Delirium Tremens, outra Noi de trigo e uma Blue Point de abóbora muito condimentada.
É bacana ver uma casa de origem belga fazendo um ótimo hambuguer, sanduíche tipicamente americano, enquanto serve cervejas americanas inspiradas na tradição cervejeira belga. Globalização perde.
Saí do Delirium Café não só de alma lavada mas pronto para voltar e provar vários outros pratos, petiscos e cervejas da casa. Acho até que dá para pensar num novo desafio de sete dias só indo ao Delirium. Hic!
Sábado e domingo serão dedicados a um clássico e a um novo hamburguer cariocas.


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